segunda-feira, 20 de setembro de 2010

RTP - 70x7

Servir um Sorriso...

Na semana, em que a Igreja pensa mais profunda e atentamente a problemática da pobreza social... a televisão mostra parte do trabalho social da nossa paróquia.

Para ver a reportagem basta clicar na ligação que se segue:
RTP - 70x7

...e já agora se quiser(es) ajudar, venha(vem) daí!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

diário de um peregrino: fim

Desde 2003, que tenho vindo a fazer os caminhos de Santiago...

este ano:

Camiño del Norte






175 km

Sempre a bombar!






Saida: Lourenzá

Peregrinos: 6

magnificos... bem dispostos...
fizeram furor...
um mais do que os outros :)



um caminho muito bonito,
luxuriante...
...mas muito exigente!




Chuva...
molhadinhos...
bem ensupadinhos...
mas eles não se chatearam: comeram amoras...
Em Espanha o preço da amora já disparou!!


Chegamos à Porta Santa!
Rezamos o Credo.
O Pai Nosso.
Rezamos pelo nosso Papa, Bispo...
entramos... abraçamos o Apóstolo
e rezamos junto do seu túmulo!


O caminho só tem sentido,
se lhe dermos o verdadeiro sentido!
Para isso basta abrir os olhos!


Para o ano: via de plata!

domingo, 12 de setembro de 2010

Uma delicia... depois de férias

estive de férias...

merecidas, pois claro :))

no meio das 258 mensagen que cá tinha... descobri esta pérola :))))

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Fado Africano

bem... obrigado Eduarda!!
Isto é delicioso. Até deu para lembrar os bonitos tempos de Moçambique.

mana Sara, Vera, Rosa, Vitória... ora oiçame... isto não vos lembra nada!! :)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

gente que não sabe viver

É... (como costuma dizer alguém que conheço).

A minha amiga Céu, enviou-me um texto do Eduardo Prado Coelho. E eu li.
Dei comigo a pensar que afinal vivo neste mundo, com um monte de gente que não sabe viver.

Neste texto, revi uma situação, que vivi à poucos dias. Retornava eu a casa, depois de ter lavado o carro, quando à minha frente, de um carro cheio de gente voam copos de gelado "tipo Mc Donald's".

Os copos mal tocaram no carro, e mal borraram a lavagem, mas não foi por isso que fiquei horrorizado, foi porque assisti a um gesto selvagem, de gente incivilizada, que partilha comigo este mundo.

Passamos o tempo a ouvir criticas do estado da nação, que os politicos são corruptos, que as Camaras Municipais são um antro de gente em que um trapalha os outros vêem... mas... e nós? Nós, cidadãos comuns o que fazemos? Talvez nada mais, do que atirar copos de gelado pelas janelas do carro em viagem.

Eu ontem a descer as escadas, fui-me entretendo a tirar uma pequena etiqueta de um porta chaves... no fim... ousei deitar a pequena etiqueta... no caixote do lixo. pela lógica podia ser no chão, nem se via.

Jesus diz, só pode ser fiel no muito, quem o for no pouco. Pelo que... não sei que faça ou diga, a esta gente que partilha o mundo comigo e pouco mais são, do que uns animais mal domesticados.

terça-feira, 13 de julho de 2010

SER PADRE : 2 anos depois

SER PADRE

Ser Padre! Tantos pensam que ser Padre
É dizer missa quando a aurora alveja
E repetir a voz da Santa Madre,
Da Santa Madre Igreja.

Mas ser Padre, se é isto, é mais do que isto.
É ter as mãos eternamente abertas,
Todas oiro e perdão, como as de Cristo,
Na hora-luz das místicas ofertas.

Trazer os olhos cheios de ternura,
De noite e dia, prantos a chorar,
Como duas cisternas de água pura,
Por sobre a vida, esse deserto em brasa,
Que tanta vez não tem a sombra de uma asa
Nem um beijo do céu, num raio de luar;
Dar os braços aos braços sucumbidos
E erguê-los como se erguem as ogivas;
Pô-los a defender os perseguidos
E a consolar a dor das mãos cativas;
Encontrar um mendigo de pés nus
E, sem jamais lhe perguntar o nome,
Matar-lhe a sede e a fome,
Dar-lhe as sandálias, encostá-lo ao peito
E adormecê-lo entre lençóis de linho,
Como se fosse o corpo de Jesus
Que, todo em suor e exausto do caminho,
Nos viesse pedir o próprio leito;
Penetrar nas mansardas tenebrosas
De lareiras sem lume
E, com os dedos a cheirar a rosas
De divino perfume,
Escancarar as portas e as janelas
Para entrar à-vontade
A excelsa claridade das excelsas estrelas;
Ouvir histórias trágico-marítimas
E de incêndios em terra;
E, se há crianças vítimas
Dos infernos da guerra,
Ser junto delas o melhor dos pais,
Sem pensar que o seu gesto doce e grato
Venha a ser apontado no relato
Das primeiras colunas dos jornais;
Passar na rua e ser escarnecido,
Ser cuspido na face, e continuar,
Como se nada houvera acontecido
Ou tudo fosse apenas a sonhar;
Trazer batina cor da noite e, dentro dela,
Uma alma a cantar o cântico dos cânticos,
Como se dentro da maior procela
Cantasse o coração de mil Atlânticos;
Ser paz entre tufões e unção entre serpentes,
Haste de lírio em flor, pura à flor dos pauis,
Rasgar os pés e as mãos nas rochas inclementes
E sem medo subir aos píncaros azuis;
Clamores, gritos, ais, ânsias de moribundos,
Noites de almas sem Deus, em turbilhões de poeira:
— Ver tudo e tudo ouvir, na convulsão dos mundos,
E à lei da vida eterna erguer a vida inteira:
Ser Padre é isto!
(Glória à Santíssima Trindade plena!) Isto, que é tudo quanto fora Cristo,
Isto, que é tudo quanto Deus ordena!


(MOREIRA DAS NEVES Hóstia Florida)
Obrigado Bom Deus pelo que vais fazendo em mim... por mim! Obrigado por teres chamado e escolhido, a ser rosto do teu Filho! Obrigado por teres aproveitado esta pobre criatura, que sem a graça do teu Espirito, de nada valeria, para nada serviria!
Obrigado por estares hoje aqui, ao pé de mim!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ser (de novo) criança…

Percorro as páginas do Evangelho e surpreendo-me do novo com o Pai nosso… (Lc 11, 2-4) e dou comigo a pensar em Jesus, o Eterno Filho. De facto, se notarmos bem, o Evangelho outra coisa não é, do que uma imensa lição que nos ensina a ser filhos de Deus.
E ser filho é difícil! É difícil ouvir “não” do pai ou da mãe. É difícil perceber que os “não faças isso”, têm uma sabedoria intrínseca, que eu me recuso perceber à primeira. É difil ouvir os “eu bem te avisei” depois de uma desobediência que me levou a duras penas!
Volto a rezar o Pai nosso, e apercebo-me o quão mais difícil é ser Pai. É difícil ver o rosto de um filho depois da desilusão da desobediência. É difícil ouvir o choro do Filho quando a sua vontade não é feita, mas há que manter o pulso firme e o rosto severo. É difícil ver o filho soluçar, quando a dor não consegue ser evitada pelo Pai. E o Pai, cala a voz amarga do “preferia sofrer eu”, ante a sua impotência.
Ainda agarrado ao Pai nosso, entendo que não o entendo, quando umas páginas à frente o Senhor me acende uma candeia para melhor o perceber: “se não fordes como crianças não entrareis no reino dos céus” (Lc 18, 15-17).
Procuro Nicodemos (Jo 3, 1ss), e tento rezar de novo: Pai nosso…
Percebo que ultimamente tenho-me esquecido de buscar esta simplicidade dos pequeninos, que até é incongruente para quem anda ás voltas com a construção de uma creche. Penso em Teresinha do Menino Jesus, tenho a graça de beijar a sua relíquia e tento mais uma vez: Pai nosso…
Lucas tem razão, se não formos como crianças não conseguimos, e temos mesmo de aprender a nascer de novo, como ensina João, e repetir uma e outra vez: Pai nosso…

Pai nosso… Pai meu… ensina-me a nascer… a ser criança… a ser filho teu!