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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

gente que não sabe viver

É... (como costuma dizer alguém que conheço).

A minha amiga Céu, enviou-me um texto do Eduardo Prado Coelho. E eu li.
Dei comigo a pensar que afinal vivo neste mundo, com um monte de gente que não sabe viver.

Neste texto, revi uma situação, que vivi à poucos dias. Retornava eu a casa, depois de ter lavado o carro, quando à minha frente, de um carro cheio de gente voam copos de gelado "tipo Mc Donald's".

Os copos mal tocaram no carro, e mal borraram a lavagem, mas não foi por isso que fiquei horrorizado, foi porque assisti a um gesto selvagem, de gente incivilizada, que partilha comigo este mundo.

Passamos o tempo a ouvir criticas do estado da nação, que os politicos são corruptos, que as Camaras Municipais são um antro de gente em que um trapalha os outros vêem... mas... e nós? Nós, cidadãos comuns o que fazemos? Talvez nada mais, do que atirar copos de gelado pelas janelas do carro em viagem.

Eu ontem a descer as escadas, fui-me entretendo a tirar uma pequena etiqueta de um porta chaves... no fim... ousei deitar a pequena etiqueta... no caixote do lixo. pela lógica podia ser no chão, nem se via.

Jesus diz, só pode ser fiel no muito, quem o for no pouco. Pelo que... não sei que faça ou diga, a esta gente que partilha o mundo comigo e pouco mais são, do que uns animais mal domesticados.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

VISITA PAPA BENTO XVI A PORTUGAL

"escrevo para não elouquecer"

A frase não é minha, é da nossa última Rainha, S.A.R. Dª Amélia, e diz perfeitamente, aquilo que no meu espirito vai por estes dias!

As contestações à visita do nosso Papa continuam... e ouvi inclusivé uma noticia que me deixou altamente perplexo: dois estudantes da Universidade Católica, decidiram distribuir preservativos durante a visita do Papa.

Os ditos estudantes, lá estavam a falar para as televisões, obtusamente satisfeitos com o seu gesto rebelde de adolescentes-mimados-contrariados.

Mas se agora a moda, é protestar contra a visita de um Chefe de Estado, distribuindo peças-representativas, eu tenho a alegria de dar umas ideias para futuras distribuições:

Presidente Angola: distribuir diamantes - em protesto contra escravatura de crianças na sua exploração;
Presidente E.U.A.: distribuir submetrelhadoras Thompson - em protesto contra proliferação armas;
Presidente China: distribuir bicicletes - em protesto contra desrespeito protocolo Quioto;
Presidente Russia: distribuir Matrioshka - em protesto contra crescente exploração sexual;

...e estou disponivel para o brainstorming de preparação da visita de qualquer presidente.

Mas impressiona-me a burrice chapada destas criaturas, pois está claro que os ditos estudantes não são católicos, e que se uniram à brigada anticatólica para protestar contra o Papa, mas se assim é, porque estudam numa Universidade Católica??

Porque a UCP é garante de uma boa educação e formação?
Porque a UCP é das melhores Universidades do pais e é garante de um verdadeiro diálogo coerente entre fé e ciencia?
Porque a UCP tem professores que estudam e ensinam em vez de andarem nas universidades apenas para aproveitar os secretarios/estagiários para escrever os seus livros enquanto estes dão consultas nas suas clínicas/consultórios/escritórios privados??

Mas mesmo assim alegra-me uma coisa na rebeldia adolescente destes dois estudantes, é que a visita do Papa não lhe é indiferente, e a doutrina moral da igreja também não. Bento XVI de facto incomoda, é também para ele que se dirigem certamente as palavras de Mateus 5, 12:
Bem aventurados sereis, quando vos insultarem, vos perseguirem, e disserem, falsamente, toda a espécie de mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois também assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
Os Judas dos nossos dias continuam a trair, a atraicionar, a fingirem-se de cordeiros. Andam na UCP, nas igrejas, e nas procissões. Dão entrevistas, escrevem para jornais e passam-se por intelectuais.

Os Judas dos nossos dias continuam a beijar...

Os Judas dos nossos dias precisam também de serem perdoados. Se alguém vos oferecer um preservativo acho que devemos seguir o conselho de João pereira Coutinho: abracem-no e digam: "meu querido irmão, mesmo assim Deus ama-te: vai e não tornes a pecar".

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A "moda" das calças a meio do rabo!!

A Moda das calças a meio do babo está ai... a chamada "moda saggy"!

Por mim os miúdos até podem andar com as calças na cabeça, mas este fim de semana, incomodou-me ver um miudo com a "dita moda" vestida e baixar-se à minha frente para atar o teni, e então eis que diante de mim surgiu uma bunda enorme colorida que de facto me deixou perplexo e senti-me incomodado.
Para relembrar-me a infeliz recordação, hoje recebo um e-mail com uma teoria interessante sobre esta moda, pois eu só conhecia a teoria da moda da Calvin Klein, mas também é verdade que alguém já me tinha falado da teoria das prisões...
Mas para mim, a melhor de todas é esta nova teoria de que esta é uma moda gay... se de facto for verdade... então as nossas meninas, vão ter de imigrar para Espanha para encontrar noivo... é porque por estas bandas, a julgarmos pela massificação da moda, estamos em crise do "macho lusitano".

Passemos à apresentação das teorias:

1.PUBLICIDADE: MOSTRAR A MARCA BOXERS
As calças descaídas a mostrar o topo das cuecas vem dos anos 80. A Calvin Klein usa o modelo Mark Whalberg, conhecido como Marky Mark, para fazer publicidade à sua roupa interior. Ao longo dos quase 20 anos seguintes, as calças foram descaindo cada vez mais, chegando à moda feminina da calça de cintura rebaixada (hoje démodé) chegando ao nivel que hoje se observa na moda masculina: a calça a meio do rabo.

2.MÉTODO POLICIAL ANTI-FUGA
Uma das teorias da moda diz que, quando os polícias norte-americanos prendiam os membros dos gangues, para evitar que eles fugissem quando os encostavam à parede, os polícias puxavam as calças dos suspeitos para baixo. Como forma de protesto devido a este tratamento policial os jovens começaram a andar vestidos assim, até que chegou ao hip-hop. A moda que não surgiu no Hip-hop, foi massificada por este estilo musical.

3.MÉTODO ANTI-ENFORCAMENTO PRISÕES AMERICANAS
Outra teoria avançada é que a moda vem das prisões americanas, onde os presos não podendo usar cintos, para não se esforcarem, e tendo de usar a calças bastante largas, estas caem-lhes, dando origem a esta "moda prisional".

4.SINAL DE APTIDÃO PARA RELAÇÕES SEXUAIS GAYS
Uma teoria desta tendência, diz que ela nasceu nas prisões dos Estados Unidos. Os reclusos que estavam receptivos a relações sexuais com outros homens tiveram que inventar um sinal que passasse despercebido aos guardas prisionais para não sofreram consequências... Por isso, quem usasse calças descaídas por baixo do rabo estava somente a mostrar que estava disposto a ter sexo anal com outros homens...

Como a única teoria que conheço documentada é da Calvin Klein, fico-me com esta... mas (para mim), continua a ser uma moda absolutamente ridicula. contudo admiro aqueles rapazes por conseguirem manter aquilo sem cair... no minimo ablidosos!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

começar...recomeçar...mais uma vez...

Porventura este não será o modelo de padre, mas a minha vida tem sido assim: um constante recomeço!
Pois bem, eis-me de novo num recomeço, pois mudei de casa... e agora sim, para a casa paroquial.
E apesar da dificuldade que é mudar de casa, aprende-se muito... Aprende-se a desprendermo-nos; aprende-se a deixar aquilo que não é importante; aprende-se que a sabedoria pesa muito; aprende-se a pensar duas vezes antes de comprar alguma coisa...
Cada vez mais dou razão ás mudanças de paróquia. Estas desinstalações fazem de nós pessoas mais arrumadas, organizadas, mais limpas, mais disponiveis... no fundo mais configuradas ao Senhor Jesus, prontos a partir... E a propósito destas mudanças lembrei-me desta foto tirada no Cabo de Sagres...
Não será o padre um navegador, pronto a deixar tudo, para dar um novo mundo aos mundos?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

a sociedade da (des) informação; do ocidente ou da ignorancia...

Por estes dias tivemos a graça de festejar a Conceição imaculada de Nossa Senhora. E em Portugal, quis a História e por benesse real, que seja feriado nesse dia. Mas como dia Santo que é, todo o Católico tem a obrigação grave de ir celebrar com a sua comunidade este dia.
E eu lá estive de pedra e cal na paróquia, mesmo sendo a uma segunda feira que hipoteticamente deveria ser o meu dia de descanso… e como de costume ai pelas 16h30 fui tomar o meu café, antes da missa das 18h. E contava-se no café “ai sobe-me mesmo bem este dia em casa… a propósito este dia é do quê?”
Fica-se em casa, de dia de descanso, mas não se sabe “do que é”!!!!!!!!!!
E depois ficamos admirados dos miúdos de hoje não saberem a tabuada?????????
Mas afinal, se somos um pais laico, o governo que tirou os crucifixos da escola não devia trabalhar neste dia??? E no dia de Natal, que nem é feriado?? E já agora: alguém já se lembrou de perguntar o que se celebra no Natal? Será a festa da família, do peru, ou daquele boneco estúpido que trepa varandas ou chaminés e agora já nem entrega prendas porque há lojas que fazem promoções melhores?
Resumindo: esta é a sociedade da informação?
Não será antes a sociedade da crassa ignorância; a sociedade das celebrações sem sentido, que faz festa e fica de descanso em casa, mas sem se saber a razão de tal facto!!

sábado, 12 de julho de 2008

Ordenação...Primeira Missa

O tempo voa, e com estas gotas de tempo que me escapam entre os dedos, secam os meus constantes desejos de escrever algo no blog.
Mas os acontecimentos esses sucedem-se uns atrás dos outros, quase nem me dando tempo para os degerir...
Esta semana, então, tem sido rica muito rica em coisas novas...
Já quase passou uma semana que fui ordenado, e ainda não sei o que me aconteceu... Ás tantas nem dá para acreditar que sou Padre, Santo Deus.
Mas é a verdade, e as fotografias ajudam a esclarecer, o que ao meu espirito surge ainda tão confuso...
Já foi também a primeira Missa e os nervos que isso comporta... Foi dificil perceber que agora era eu quem estava ali daquele lado... Não era só o mestre de cerimonias, mas era eu quem era dirigido, quem ouvia indicações... quem celebrava...
Foi estranho e profundamente maravilhoso, saber que o corpo de Cristo era consagrado pelas minhas mãos... Pela imposição das minhas mãos actuava o Espirito de Deus... convertendo aquele pão e aquele vinho em verdadeiro e real corpo e sangue de Cristo. Foi nesse momento em que me ajoelhei perante as Sagradas Especies, que percebi que Deus faz verdadeiramente maravilhas, das misérias da humanidade...
Depois de Fátima, foi voltar à diocese...
Hoje dia de São Bento, não podia ter sido mais apropriado, ter ido celebrar ao Mosteiro das Monjas de Belém... lembrei-me de Leyre, e da comunidade Beneditina onde fizemos retiro... tenho saudades daqueles campos, do canto, da paz e do sossego daqueles dias...
Amanhã, Missa Nova no Santuário de Nossa Senhora da Atalaia... uma prova de fogo, para a qual conto com o teu incondicional apoio Senhor... e de vós meus queridos amigos... sei que estais aqui.

sábado, 10 de maio de 2008

Peregrinar

Por estes dias, centenas de pessoas, põem-se a caminho, buscando um destino que as façam sentir-se melhor.
Admiro-as a todas, mas especialmente aqueles que se colocam a caminho, não para agradecer nada, mas simplesmente porque louvam a Deus, que pelas mãos de Maria, lhes concede ãnimo numa caminha maior e mais dificil que é a própria vida.
Tenho saudades, de caminhar, de ir... Para o ano, o desejo é continuar os caminhos de Santiago (já foram dois), cujo desejo foi reavivado ao saber agora, da peregrinação dos jovens de Pedrogão ao túmulo do Apóstolo.
A peregrinação, desde cedo no coração da espiritualidade católica, tem um sentido profundo de encontro com o Pai... Queira Deus, que todos aqueles que estes dias se põe a caminho o façam por esse motivo... E tu, que estás a caminho, põe os teus passos nas pegadas de Jesus, para que te mova não a promessa, não o dever de cumprir um pedido, mas apenas porque em cada passo estás um pouco mais perto do Céu.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O Primeiro Baptismo...

Nosso Senhor, é mesmo imprevisivel, e quando tudo parece desabar, vem sempre com alguma surpresa, como que dizendo "estou aqui a sofrer contigo, deixa que te alivie e carregue agora a tua cruz".
Estas semanas não têm sido fáceis, mas mesmo assim, não acho que me deva queixar, porque tanta coisa boa corre-me entre os dias, que não devo dar demasiada importancia aquilo que não é como eu desejava.
E eis que no meio dos espinhos, Deus resolveu dar um grande sorriso a este seu servo e ofereceu-me o meu primeiro Baptismo... uma menina de seu nome Matilde. Fiquei muito feliz, como é natural, mas foi particularmente significativo, porque uma das minhas avós tinha o mesmo nome e isso emocionou-me.
Não sei como descrever, mas derramar a água e dizer as mesmas palavras ditas por Jesus, é algo que nunca irei esquecer. E a propósito, ouviamos este mesmo Evangelho neste Domingo da Ascenção, onde o próprio Jesus entregava esta missão aos Apóstolos.
A dias da ordenação presbiteral, vou descobrindo a cada instante as marabilhas que Ele vai realizando em mim, e percebendo quão ainda me falta que caminhar...
Vigiai e orai... o nosso Deus é Bom (e BELO).
Imagem: Baptismo de Cristo, El Greco, 1614, Museu do Prado.

sábado, 26 de abril de 2008

Só a mim...

Tenho andado com esta expressão na cabeça... só a mim... e tudo isto porquê?
No outro dia estava com uns amigos meus, a falar com um amigo desses meus amigos. No meio da conversa, esse tal disse: "ah, ele fez-me isso porque foi a mim... só a mim..."
Reparei então, que afinal estamos cheios de pequenos patrimónios da natureza, porque já notaram a quantidade de gente especial, ás quais se fazem coisas, só a elas?
Comecei então a tomar atenção a este paradigma, e perdi a conta, as vezes que ouvi a bendita expressão, das duas uma:
1- Só fazemos coisas a pessoas especiais, e ai só fazemos coisas a TI, havendo que edificar milhões de estátuas;
2- Há muita gente que está encerrada no seu umbigo, e pensam que são os reis da cocada preta;
Isto é ignorancia, narcisismo ou é mesmo de gente parva?
Fonte da Imagem: www.pensologoescrevo.globolog.com.br

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Geração do ecrã

Subscrevo:
«Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os 'Morangos com açúcar', só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.
Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar - é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas).Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.
A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.E nós deixamos.»

Alice Vieira, Escritora
Fonte da imagem: RTP

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Passados tres anos...

Faz hoje tres anos, que terminou a sua vida terrena, esse grande homem que foi karol Wojttyla. Quis o Espirito Santo, que este homem fosse o Papa da Igreja Católica e assim nasceu João Paulo II, a 16 de Outubro de 1978, sucedendo a João Paulo I, o Papa do sorriso. Por ventura, foi dele que herdou essa ternura, sorriso e acolhimento, que se tornaram "a sua imagem de marca".
Foi um homem. Apenas um homem. Mas um grande homem, que com as suas fragilidades, soube sempre estar atento à voz de Deus.
Hoje é venerado por milhões de pessoas, mas esquecemo-nos nós, que foi muito contestado, principalmente no principio do seu Pontificado. Soube ser rigido quando tinha de o ser... Alegre ou condescendente quando foi preciso.
Fonte da imagem: www.vatican.va

Hoje também faz tres anos, que a Igreja portuguesa teve mais um Bispo D. Carlos de Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa... Louvo o senhor por isso... Tive a graça de o ter como professor e orientador da minha tese de Licenciatura, e agora o privilégio de o ter como amigo. Foi o último Bispo Portugues (e com muita probabilidade do Mundo) ordenado no Pontificado de João Paulo II...

Deus tem destas coisas... louvado seja Ele.

domingo, 16 de março de 2008

Semana Santa...

Começou hoje...
E acaba no próximo Domingo...
Avizinham-se muitas cerimónias... Um tempo muito bonito em que o cansaço logo me invade... A Semana Santa vivida em Seminário tem um gosto especial... São dias em que vivemos mais próximos, unidos à volta da Paixão, daquele que é o nosso Mestre, Modelo e Guia.
Para mim, será talvez um pouco mais cansativo... Por vezes estas tarefas de Cerimoniário, não nos deixa saborear plenamente, o âmago da Celebração. Mas no fundo, é isto o SERVIÇO. E que modo bonito de realizar o Ministério do Serviço: ajudando os fiéis a viver belamente as cerimonias pascais, e assim, por eles... viver também... ansiando pela Ressurreição do Senhor, que me trará calma e tranquilidade.
Mas lá estarão os seminas... A darem ao litro, em tarefas "non stop", para que tudo corra o melhor possivel... Nestes momentos, rezo por eles, para que o senhor lhes restabeleça as forças, para o resto deste ano... Se o Seminário tem momentos de eterna beleza, também os tem de provação, e quantas Senhor meu...
Santa Páscoa...
Rezai pela Igreja... (por mim).

quinta-feira, 13 de março de 2008

Uma Escapadela...

No final deste fim de semana, quando toda a gente voltava ao trabalho, tive a graça de poder fugir...
Na labuta do dia a dia, tenho tido pouco tempo para estar tranquilo... Por vezes, sinto saudades de não ter nada que fazer, e há que deixar o trabalho descansar, na certeza de que ele, não morre, se esperar...
E para descansar, há que sair dos circuitos semanais, porque senão, cedo á tentação, e morre o descanso...
A carga de trabalho na secretaria, veio algumas vezes ao pensamento, mas quis tentar esquecer...
Como destino... Lugares lindos do nosso Portugal, há tanto que ver, admirar descobrir...
Uma valente molha... em nome de umas imagens que quero guadar, não vá a memória se esquecer...
Chuva... e mais chuva...
ah... pela viagem parti um dente, por isso, temos necessariamente de ir ao dentista, uma pequena pausa nesta "espécie de retiro"...
Nunca sei o que responder, quando me perguntam a profissão... Situação semelhante, vivida aquando da compra do fato para a Ordenação, quando os benditos dos vendedores querem impingir a bela da camisa, da gravata, do laço ou do lenço...
Depois é um desfiar de rosário que nunca mais acaba...
De volta ás passeatas...
Fico maravilhado com as coisas simples... a beleza dos nossos jardins do Minho, é inagualável...
Mosteiro de Tibães, um lugar lindo.
Tenho de fazer uma estadia mais prolongada por aqui...
Quando, não sei!
Na volta, os afazeres continuam, teimando em tirar-me tempo... So vejo coisas a chamar por mim...
Ficam os trabalhos dos catequistas, ainda desta vez por corrigir...
Acabei a aula de Doutrina Social da Igreja.
Agora há que preparar milimetricamente a Semana Santa...
Até já...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Perde-se um Semina. Ganha-se um Pai de Familia.

O seminário é um tempo de descernimento. Não é por se ir para o seminário, que se vai para padre, tal como quando se namora não é, à priori, para casar. O seminário, tal como o namoro, são tempos de descernimento, de conhecimento. Por isso, pode haver a qualquer altura a consciencia, de que não é bem áquilo a que Nosso Senhor nos chama.
Quando isto acontece, é inevitável que haja sofrimentos de ambas as partes. Muito.
Saiu um seminarista do meu seminário. É a quarta saida que vivi em cinco anos, se Deus quiser a última que presencio tão de perto. É algo, que nos remove interiormente, e nos levanta questões, dúvidas e certezas.
Na confiança, de que sabes o que é melhor para ti Arménio, e que de certo no teu coração Deus traça um projecto de Felicidade, tenho-te na minha oração.
Continuaremos unidos, na amizade e no amor d'Aquele nos fez conhecer.
já agora, obrigado pelo presente...
...Que um dia roubaste do meu quarto.Lol.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

à moda do Mário.

Um dia destes uma amiga minha mandou-me um mail, e no final escreveu: “este e-mail é à moda do Mário, isto é, não carece de resposta”.
Vai dai veio-me a ideia, de dedicar um post ao meu amigo Mário, que é uma das pessoas mais fantásticas que eu conheço, e que de certo, existem neste mundo.
Mas engane-se que esta prelenga, vai ser um daqueles discursos apoteóticos, nada disso, porque se assim fosse, não seria um post à moda do Mário, até o homem em questão não é nada convencional…Mas afinal o que é um mail à moda do Mário? Perguntais vós, e com razão.
É que o meu amigo, considera e muito bem, que quando nós mandamos um mail ou uma mensagem do tipo:
“Mário, amanhã podemos ir almoçar à Gulbenkian. Abraço.”
A coisa está totalmente acertada. Ora, se concluímos com um abraço, é porque encerramos a conversa e a combinação é tida como certa, caso contrário não dávamos logo o abraço, e por isso, a conversa não estava encerrada. Isto é logico, ou não?
Mas, descobri que afinal há montes de coisas à moda do Mário.
Por exemplo, quando se arruma os dossiers na última prateleira de uma estante, nada melhor do que usar uma cadeira de escritório com rodas… isso é arrumação à moda Mário. Se cair, também é normal, e se for com apoteose, pode ser que experimente uma queda à moda do Mário.
Mas lembre-se sempre com muito estilo.
Quanto a quedas, a melhor queda à moda do Mário, é a saída do banho. Experimente, vai gostar.
Quando quiser chamar a atenção, e ninguém lhe ligar nenhuma, não precisa de fazer mais sapateado, nem dançar sevilhanas. Faça assim, desligue-lhe o ecrã do computador ou de outra máquina qualquer. Se sair um fumo do ecrã, e se ouvir um ruído surdo, conseguiu, realizou uma chamada de atenção à moda do Mário.
E pronto, tem um rol imenso de modos e modelos de fazerem coisas banais, mas com estilo. Força ai, e vivam à moda do Mário.
Abraço migo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Gosto e o Des-gosto

Olá...Já a algum tempo que não nos víamos... com estas coisas da ordenação, trabalhos paroquiais, etc, não sobra muito tempo... mas este tempo partilhado com os amigos sabe sempre muito bem...
Um desabafo!
Ando envolvido em alguns projectos, ligados à arte. E isso não vos surpreende, eu sei, pois para quem está ligado à área, nada mais normal do que andar enfiado até ás orelhas na matéria...
Ora mas deu-se o caso, de estar envolvido na reformulação de um espaço, e não é que o projecto foi totalmente chumbado. Verdade verdadinha.
Razões? Não agradou ao Júri.
Mas porque? Simplesmente não gostou!
Este facto levou-me durante dias e dias a uma reflexão profunda sobre o gosto, e o des-gosto.
Será que um Júri tem direito a gostar ou não gostar de alguma coisa?
Não se devia antes de tudo levar em conta os aspectos formais, estilo, função etc… daquilo que está em apreciação? Como se pode chumbar alguma coisa porque simplesmente não se gosta?
Não percebo, como algo tão subjectiva como o gosto, ou o des-gosto pode ser lei máxima de deliberação.
Agora, reflictam comigo.
Nós temos muitas igrejas barrocas não é? É.
E antes do barroco o que havia? Nada?
Antes do barroco existiu o Gótico, o Maneirismo, o Renascentista, o Românico, o Clássico, etc… Mas parece que no gosto de português iluminado ficou preso no gosto pelo neo-barroco e neo-clássico, que foi uma forma de arte muito aceite no século XIX, e que quase sufocou a Arte Nova e outros estilos.
E hoje o que se faz? Aparentemente nada, mas faz-se.
Mas então não é, que quando se quer introduzir uma pequena evolução, a malta lá quer ficar presa ao eterno neo-barroco e neo-clássico?
Foi isto que aconteceu.
Não se gostou, porque o projecto é moderno demais para o espaço em questão, que é dos estilos atrás referidos.
Agora digam-me lá: se uma igreja é feita no século XVI, se tem estruturas do século XVIII, se tem um tecto do século XX, porque não há-de poder ter elementos do século XXI, desde que na sua elaboração se tenham tido em conta todos os cuidados e mais alguns de integração?
Pronto… não se gostou.
Vai dai que eu inventei mais um estilo, chama-se o DES-GOSTO ILUMINADO PORTUGUES, que é aquele gosto característico nosso, de que afinal sabemos tudo, e como tal podemos reprovar um projecto, mesmo de que dele nada se saiba, nem se peça esclarecimentos.
Logo, como tudo sabemos, o nosso gosto é deliberativo, portanto…
O que se calhar, nem toda a gente saiba, é que o romanico quando apareceu, foi declarada uma arte muito avançada para a época... o gótico rompeu com o romanico... e o barroco estragou a vida ao gótico... em todas as épocas houve revivalismos... em cada revivalismo, os defensores acham sempre que esa forma de arte é absolutista, é o que vemos hoje.
Não digo tudo que me apetecia, por uma questão de caridade.
Beijos e Abraços.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Visita Ad limina

Carissimos amigos...
Os nossos Bispos (portugueses), acabaram de chegar de uma visita (que se intitula Ad Limina) ao Santo Padre Bento, viagem esta que se realiza de cinco em cinco anos. Esta visita serve grosso modo para colocar o papa a par do andamento da Igreja nas dioceses dos bispos que o visitam.
A proprósito deste acontecimento, é normal que o santo Padre faça uma comunicação, de carácter mais oficial, aos bispos no seu conjunto. Este discurso é conhecido de todos e é publicado (veja-se na Agência Ecclesia por exemplo) pelo que pode ser conhecido por todo o mundo.
É por tudo isto, que estranho quando oiço que "Papa deu nas orelhas aos Bispos"...
Agora pasmem-se vocês, que eu já li e reli o bendito do discurso vezes sem conta, e não vejo nem leio em lado nenhum, a tal "bronca".
Afinal broncos são estes comentadores, dos comentários televisivos, que coitados são tão ignorantes que não conseguem perceber o que é uma bronca. Então os jornalistas, dizem que o Papa criticou os Bispos e esta gente acredita. Mas antes de fazerem comentários, porque não vão ás fontes e lêm primeiro as noticias, já não por interposto comentário, mas como foi.
É óbvio que a quem ouvi tal coisa, dei logo a minha achega, mas gostava de vincar publicamente, que o Papa ou a Igreja quando tem de corrigir certas coisas, não o faz na praça pública. Se o Papa tivesse que tecer alguma consideração menos agradável, não seria numa comunicação, mas sim no encontro privado que teve com os bispos no seu todo e com cada um em particular.
À pois... afinal, se calhar nem sabiam que o Papa falou em privado com eles... é possivel. talvez tenham razão. E porventura nem sabem que essa parte sim não é publicada, pois só interessa, aos interessados, ora claro, imaginem o Pridente da republica a publicar as decisões do Conselho de Estado.
Sabem o que vos digo... quem mito fala uco acerta...
Na foto acima vejam o Bispo de setubal a ser recebido pelo Papa. As noticias relativas a setúbal, estão no site da Diocese www.diocese-setubal.pt/

terça-feira, 13 de novembro de 2007

o falatório...da autoridade

No caminhar dos novos dias, vamos ouvindo histórias, sabendo de vidas, entrando dentro dos problemas e dos corações de cada um, e se não nos tornamos indiferentes, então só podemos enchermo-nos de compaixão, por aqueles a quem Deus colocou no nosso caminho.
Na minha vida, não só agora de seminarista, mas já de antes, sempre devo ter tido cara de "confessor", porque sempre me vieram contar coisas deste e de outro mundo e até "casos do arco da velha".Sempre ouvi (pelo menos tentei) e fiz por me colocar "do outro lado", perceber e entender as razões "do outro". Afinal, quem sou eu para julgar? Durante a Licenciatura de Teologia e no Seminário, fui aprendendo que na Confissão "o sacerdote é dispensador da Misericórdia de Deus, é juiz mas acima de tudo é medico, e que ele não serve para condenar mas para salvar o pecador".Por tudo isto, choca-me quando ouço, vejo e sinto, que os olhares inquisitórios deste mundo, só acordam para condenar.Já a algum tempo que penso nisto. Por várias atitudes, aflige-me que almas supostamente bem domesticadas, no pseudo zelo pelos seus irmãos, comentam do alto da sua sabedoria bacoca as atitudes dos outros, como algo que molestam gravemente Deus. Pergunto eu: serão os actos, destes doutos santos, revistos todos os dias à luz das suas próprias exigências?
Certamente que não, pois se o fizessem, as suas atitudes seriam, porventura, muito mais santas e a primeira seria não criticar a vida dos outros...Impressiona-me que o sacerdote não condene mas antes admoeste, conduza, ou seja: penitenciar para salvar. Enquanto que o "leigo maravilha" acende o fogo da condenação para aqueles que já julgou e atirou para as masmorras do pecado... ele que é o exemplo da virtude.Para estes casos, só me apetece aplicar: "a humildade, é a minha maior virtude".
Como ninguém se reverá nas minhas palavras... este texto foi inutil... mais um... só mais um...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O nosso mundo!

Estimados amigos...
Ainda a dias os cientistas anunciaram que estamos a chegar a um ponto sem retorno no nosso mundo... ainda que as teorias abundem sobre tudo e mais alguma coisa, neste ponto não há discussão, a poluição é mais que muita e os atentados naturais proliferam...
Para não pensarmos que a culpa é sempre dos outros, será bom rflectirmos sobre os nossos próprios comportamentos...
Afinal como me comporto eu...no "MEU MUNDO".

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Amigos

Um texto sobre amigos e amizade, que me mandou a minha amiga Jesus... Porque vale sempre "a pena" partilhar as coisas belas da literatura...

Vinicius de Moraes (1913-1980)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o "amor", eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o "amor" tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
Um grande abraço a todos os meus amigos...