segunda-feira, 30 de maio de 2011

corrida especial

Um dia o nosso mundo será todo assim...
até lá continuo com um problema...
mandamos todos uns aos outros estas coisas muito lindas...
mas vivê-las...

Havemos de conseguir!



Para os amigos que se queixam da minha ausência:
eu estou bem, apenas com imenso trabalho!
bem sabem que detesto fazer as coisas, apenas por fazer... por isso dedico-me por inteiro. Corroios, para além disto é exigente e dá luta... eu cá estou nesta luta. Não me esqueço de nenhum de vós...

Já agora podem perturbar-me,
eu quero deixar-me perturbar e einquietar pelos amigos :))

MERCEDES SOSA - MARRON

Talvez uma das letras mais bonitas da musica universal...
uma artista que já não vive aqui... mas a música e a letra são eternas... e infelizmente actuais...



Marrón,marrón
por las cales de la villa
(por las cales de la villa)
se me astilla mi canción,
dos niños se pelean
por un rayo de sol.
Miseria, está muy fea,
miseria: qué pasó?
Nos dejes que te vea
tu espejo de cartón.

Marrón,marrón,
la luna de tua noche
fue luna de algodón,
duraba triste el frio
ganándole al carbon.
tapado de rocío,
perfecto dormilón,
soñaba algún baldio
su sueño de latón.
(soñaba algún baldio
su sueño de latón)

Canillita, se marchita
la niñez y la alegria,
lave ropa noche y dia,
lustre, lustre biem marrón.
Monedero sin dinero
no se asuste del ladrón.
Por las calles de la villa
se me astilla mi canción.
(Por las calles de la villa
se me astilla mi canción)

Marrón,marrón,
prestame una sonrisa,
te cambio una ilusión,
de dónde saco flores
si no hay ningún balcón?
(de dónde saco flores
si no hay ningún balcón?)
Si sobran los dolores,
si falta la razón.
De dónde saco flores
si nadie las plantó?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Dr. Marinho e Pinto: abertura ano judicial 2011

A verdade de um pais, cujos governantes vivem na opulência da ladroagem desenvergonhada, e de um povo que aparvalhado... acha que vive bem!
Será que não se merecem, uns e outros??

A verdade é sempre verdade.
Obrigado Dr Marinho, porque é preciso fazer doer para curar, mas temo que este pais já esteja em fase de gangrena!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ligado e/ou desligado

Na era da tecnologia e da globalização,
afinal "descobrimos" que também se morre de solidão!
Deixamos de saber viver
porque nos agarramos a outros diálogos,
que nos levam sempre para longe dali!
No fim descobrimos que afinal nunca falamos/dialogamos/conversamos,
Porque estivemos sempre a falar com outro alguém!



temos de desobrir que os telemóveis e afins também têm um botão off
para clicarmos no on do amor, da amizade, do diálogo

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Sou parva" (o)

Pelo menos, por falta de nomenclatura, esta geração não se pode queixar!
De "rasca" passamos a "parva"... eu até concordo com tudo o que os "deolinda" dizem, o que continuo a pensar é que esta geração fala muito e faz pouco, aliás como a anterior!
mas... fica o protesto... mais um, ou será este diferente?



Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Et incarnatus est

SANTO NATAL.
UM ANO CHEIO DE BENÇÃOS.
nas palavras do meu amigo, José...
…sem boca nem nariz, mulher, e mãe, se eu soubesse descrever o teu rosto, imaginar o que se esconde por detrás dele, rosado, bonito, mutilado pelo tempo e pela violência do mundo… Os teus olhos, mulher, e mãe, olham para longe, duas faces, não em contradição, talvez falem dos caminhos que se bifurcam…

O Emma Mersk, o maior porta-contendores do mundo zarpou de um porto qualquer da china, sabe-se lá quando, vem descarregar em Inglaterra todas as novidades necessárias para o natal europeu: luzes, bolas coloridas, laços, fitas, pinheiros artificiais, neve de esferovite, pais natal, dinossauros eléctricos, gorilas dançarinos, desfrisadores de cabelo, comida para gato, toneladas de mexilhão, toneladas de tudo, na última página do jornal. O Emma Maersk só não pode trazer figos secos como os da minha mãe. Nem aquele menino!

Corto um tronco de salgueiro e talho nele, com o canivete a mãe, o pai e o menino. Coloco os três perto da lareira. E junto do menino um nariz de palhaço. O nariz de palhaço pode ser o nariz de Deus. Nossa Senhora da Graça guarda no bolso do avental outro nariz de palhaço. O menino ao colo de Nossa Senhora da Graça ri-se por causa daquele nariz de palhaço, Deus escondido no bolso do avental da mãe. Um pirilampo mágico cor de vinho espera na minha estante com livros que lhe cresçam asas esta noite; se assim for voará pela trapeira aberta e será a estrela de Belém de nosso senhor.

…rosto rosado, enrugado, tão bonito, marcado pelo tempo, e mãe do tal menino!