quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
aprender a ser ignorante
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Abra-se o Céu: e chova-nos o Justo
O que não senti falta, foi das correrias comerciais europeias, e até dei graças a Deus, não ter que passar pelo “sufoco dos presentes”. Na verdade, sempre tinha detestado ter de comprar “para oferecer, porque senão parece mal”.
Foi preciso ir a África para descobrir o que era o Natal!
Quando voltei um ano depois, continuei a ignorar as prendas de Natal, acho que de facto a algumas pessoas lhe pareceu mal darem-me presentes e eu retribuir com um cartão. Mas nesse cartão escrevi e ainda esboço um desejo que brota do mais íntimo do meu coração:
Santo Advento,
Na alegria deste Menino que nasce, de novo, para nós.
sábado, 1 de novembro de 2008
NO MARULHAR DAS FOLHAS DE OUTONO
No rescaldo de uma peregrinação, em que visitá-mos um lugar que teve a graça de receber a Mãe da verdadeira Graça, devemos continuar em pere-grinação. Não devemos e não podemos perder a consciência, que somos, sempre, Povo a Caminho.
Deixamos para trás este mês que consagrámos especialmente a Maria, mas saudamos o mês de todos os santos, o mês em que dedicamos particular atenção àqueles que terminaram a sua peregrina-ção na terra. E surpreendentemente volvemos de novo os nossos olhos até Maria, pois é Ela a Rainha dos Santos. É ela que na sua solicitude de Mãe, nos faz lembrar (como em Fátima) daqueles que, já não peregrinando connosco na terra, precisam da nossa oração para entrarem no Céu.
Estamos a caminhar para a vinda d’Ele, mas não podemos esquecer que esta preparação é feita numa gruta de animais. Não nos deixe-mos entorpecer, pelo marulhar das folhas de Outono, e trocar a humilde gruta por um pomposo palácio comercial, mas onde apesar das luzes de natal, não nasce Aquele que se faz Natal.
Voltemos à chuva de Novembro, que nos lave do que não queremos. Que as folhas de Outono nos ensinem a deixar cair o que não é essencial na nossa vida. A santa Maria e aos santos de Deus, entregamos este tempo de preparação, que se quer de santidade para receber o Santo de Deus.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
"tempo... esse véu decoroso de horas"
terça-feira, 7 de outubro de 2008
A MEDIDA DO AMOR É AMAR SEM MEDIDA
A medida do amor, será um belíssimo guia para nós que nos preparamos para viver este ano Paulino. Santa Teresa do Menino Jesus ajuda-nos neste propósito, servindo de modelo e guia numa vocação do Amor. Desafio que cada um descubra e aprofunde a sua vocação de amar.
A linguagem do amor, que será o mesmo que dizer a linguagem do reino dos céus, é a única que pode fecundar os nossos actos, as nossas palavras, os nossos pensamentos.
Afinal, a Cruz é a expressão última desse amor, derramado por nós, para nos fazer crescer e frutificar. A cruz é esse arado que cuida da Vinha do Senhor, é a Fonte que a rega, é o Sol que a ilumina.
Fomos resgatados por alto preço, no dizer de São Paulo, pois que Deus nos conceda o seu Espírito de sabedoria e de coragem para sermos merecedores e anunciadores desse preço, que é o próprio Jesus.
Olhemos para a cruz que é nosso guia, mas não esuqeçamos também de olhar para o Senhor Ressuscitado, razão da nossa esperança, da nossa ETERNA ALEGRIA.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
ser pároco
A mim cabe-me cuidar e velar, por essa multidão, que habita na paróquia de Nª Sr.ª da Graça de Corroios. Uma Paróquia jovem, com duas comunidades, uma em Corroios e uma em Santa Marta. Duas faces de uma mesma moeda, que se completam, que se unem neste amor ao Senhor.Dou por mim a pensar, no que poderá um jovem padre oferecer a uma paróquia deste tamanho, com a história que a constrói, nada. Certamente nada. E é nessa medida, que me coloco nas mãos de Deus, para que Ele faça tudo, e de tudo o que Corroios precisa.
Começo a perceber cada vez melhor as palavras de São João: "é preciso que cresça, e eu diminua (Jo3,30)".
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
voltar...continuar...
Há sempre tempo, comente-se, porventura é verdade.
Nestas férias, fiz muito, e quase não fiz nada. Mas como disse uma professora minha um dia "e o que é que isso interessa". O bom foi que estive com muitos amigos, dou graças a Deus por isso, pessoas algumas delas que não via há muito... fez-me bem, muito bem.
E o mais importante de tudo, foi que eram as primeiras férias como padre, afinal, tudo mudou...
E agora, estou a mudar de vida outra vez. Mudar de casa, de terra. Vou ser pároco de Corroios, terra que me ajudará a aprender a ser de Cristo.
E queridos amigos, vou tentar ser constante nas noticias que por aqui vos vou dando, pois como me dissestes: "ao menos que seja pelo blog que sabemos de ti". Pois que se faça a vossa vontade, pelo menos neste ponto.
então até já...