No caminhar dos novos dias, vamos ouvindo histórias, sabendo de vidas, entrando dentro dos problemas e dos corações de cada um, e se não nos tornamos indiferentes, então só podemos enchermo-nos de compaixão, por aqueles a quem Deus colocou no nosso caminho.
Na minha vida, não só agora de seminarista, mas já de antes, sempre devo ter tido cara de "confessor", porque sempre me vieram contar coisas deste e de outro mundo e até "casos do arco da velha".Sempre ouvi (pelo menos tentei) e fiz por me colocar "do outro lado", perceber e entender as razões "do outro". Afinal, quem sou eu para julgar? Durante a Licenciatura de Teologia e no Seminário, fui aprendendo que na Confissão "o sacerdote é dispensador da Misericórdia de Deus, é juiz mas acima de tudo é medico, e que ele não serve para condenar mas para salvar o pecador".Por tudo isto, choca-me quando ouço, vejo e sinto, que os olhares inquisitórios deste mundo, só acordam para condenar.Já a algum tempo que penso nisto. Por várias atitudes, aflige-me que almas supostamente bem domesticadas, no pseudo zelo pelos seus irmãos, comentam do alto da sua sabedoria bacoca as atitudes dos outros, como algo que molestam gravemente Deus. Pergunto eu: serão os actos, destes doutos santos, revistos todos os dias à luz das suas próprias exigências?
Certamente que não, pois se o fizessem, as suas atitudes seriam, porventura, muito mais santas e a primeira seria não criticar a vida dos outros...Impressiona-me que o sacerdote não condene mas antes admoeste, conduza, ou seja: penitenciar para salvar. Enquanto que o "leigo maravilha" acende o fogo da condenação para aqueles que já julgou e atirou para as masmorras do pecado... ele que é o exemplo da virtude.Para estes casos, só me apetece aplicar: "a humildade, é a minha maior virtude".
Como ninguém se reverá nas minhas palavras... este texto foi inutil... mais um... só mais um...