Na minha vida, não só agora de seminarista, mas já de antes, sempre devo ter tido cara de "confessor", porque sempre me vieram contar coisas deste e de outro mundo e até "casos do arco da velha".Sempre ouvi (pelo menos tentei) e fiz por me colocar "do outro lado", perceber e entender as razões "do outro". Afinal, quem sou eu para julgar? Durante a Licenciatura de Teologia e no Seminário, fui aprendendo que na Confissão "o sacerdote é dispensador da Misericórdia de Deus, é juiz mas acima de tudo é medico, e que ele não serve para condenar mas para salvar o pecador".Por tudo isto, choca-me quando ouço, vejo e sinto, que os olhares inquisitórios deste mundo, só acordam para condenar.Já a algum tempo que penso nisto. Por várias atitudes, aflige-me que almas supostamente bem domesticadas, no pseudo zelo pelos seus irmãos, comentam do alto da sua sabedoria bacoca as atitudes dos outros, como algo que molestam gravemente Deus. Pergunto eu: serão os actos, destes doutos santos, revistos todos os dias à luz das suas próprias exigências?
Certamente que não, pois se o fizessem, as suas atitudes seriam, porventura, muito mais santas e a primeira seria não criticar a vida dos outros...Impressiona-me que o sacerdote não condene mas antes admoeste, conduza, ou seja: penitenciar para salvar. Enquanto que o "leigo maravilha" acende o fogo da condenação para aqueles que já julgou e atirou para as masmorras do pecado... ele que é o exemplo da virtude.Para estes casos, só me apetece aplicar: "a humildade, é a minha maior virtude".