segunda-feira, 4 de junho de 2007

O deserto do Sul do Tejo, na arte...

Lá vou eu bater outra vez nesta tecla gasta... mas a poesia vale o sacrificio.

Para os amantes da poética nacional, aqui vão uns versos de fino recorte literário...

Olhando para Lisboa ali tão perto
Lá no alto, de cabelos ao vento
Cristo-Rei foi pregar para o Deserto
Mas deixou os camelos em S. Bento

quinta-feira, 31 de maio de 2007

“Turma D: Uma peripécia do 10º ao 12º ano”

“Hoje um colega caiu na aula, depois de se balançar na cadeira”, foi um comentário que despoletou uma série de gargalhadas na mesa… e eu lembrei-me imediatamente dos meus fantásticos anos do 10º ao 12º ano. Mesmo assim, não me veio á ideia comentar isto no Blog. Porém, num momento de tédio, no meio do estudo da arte bizantina, foi ao Blog da minha amiga Karvela, onde ela conta uma história nossa….
Foi ai, que um turbilhão de memórias me assaltou de novo, e comecei a ligar as coisas… tinha de dedicar um “post” ao meu glorioso 12ºD…
“As peripécias do D – Uma turma do 10 ao 12º ano”
Do 10º ano ao 12º fomos formando um grupo de amigos, com os vivemos tantas e tantas histórias, que agora á distancia de 10 anos nos fazem rir vigorosamente quando as recordamos.
A Sandra uma vez baloiçava-se animadamente, nas pernas traseiras da sua cadeira, quando de repente… catrapuz… a professora aflita interrogava-se sobre o que se tinha passado, nós riamos desalmadamente e ainda mais, quando a Sandra desabafa serenamente: “oh…cai!”
A Clara conta no Blog, o episódio da minha infeliz ideia de um dia dizer: “ a primeira pessoa que passar por aqui é transsexual”, a sorte calhou á Zézinha, que á conta do seu mau feitio não granjeava grandes simpatias… O passo seguinte foi espalhar pela escola inteira o boato. Á conta disto a Clara ainda teve chatices, e nós rimos a bom rir, com a brincadeira… A Clara é que passou pela ideóloga do boato e a Zézinha tirando satisfações com ela diz-lhe: "andas a dizer que tenho dois sexos… pois tenho, é o meu o do meu namorado!", ao que a Clara responde desconcertada "Mas isso não é ser transsexual...!”… eu não assisti á cena, mas depois contaram-me. Desculpa Zezinha, éramos uns teenagers inconscientes…
Mas ó Zezinha, convenhamos que a do Camus… Andávamos nós nos passos da Filosofia, quando ouvimos falar desse filosofo francês Camus (Albert), ao que comentou uma colega: “ó pressora, Camus é o Camões em Francês não é?”… foi até doer a barriga.
Havia dias, em que nos metíamos com os transeuntes. Numa dessas ocasiões decidimos pergunta as horas a toda a gente que passava, até que perguntando a um miúdo recebemos a resposta “não sei… o meu relógio é de brincar”. Depois de uma gargalhada geral, sempre que nos perguntavam as horas dizíamos: ”não sei, é de brincar”… só nós!
No 10º ano, tivemos uma professora de português detestável a que apelidamos de “diabo vermelho”, devido á sua ominipresente gabardine vermelha. Nesse ano o avo (se bem me lembro) da Sandra morreu e na aula de português, como é natural ela ainda chorava. Nesse dia levava eu uma t’shirt azul e estava sentado atrás dela. A bendita da professora resolveu meter-se com a rapariga: “Oh Sandra, mas porque é que está a chorar?”, ao que a Sandra tratou de explicar que estava triste, sem entrar em pormenores, e a professora insistia, ao que ela respondeu “é que eu sou muito transparente” e a professora contra-ataca “oh, pois és, até vejo um ponto azul atrás de si, será o Casimiro? Foi um riso surdo… mas a “piada infeliz” serviu para um ataque feroz á professora.
Um desses "ataques" veio pelas mãos de quem menos esperavamos, a Isabel, que era uma paz de alma. A dita professora mandou-nos fazer uns trabalhos de grupo que versavam sobre a gramática, a uns calhou os verbos, a outros os substantivos e por ai fora... Ora, a Isabel tinha ficado com os substantivos, mas no dia da apresentação a professora teimava que o trabalho dela eram os verbos. Num rarissimo ataque de fúria, a Isabel levanta-se e diz aos gritos: "eu já disse que o meu grupo é dos substantivos e a professora não me chama mentirosa". Conhecendo o feitio da Isabel a professora atónita e aflita pedia-lhe calma e nós passado os segundos de completa parelesia desatamos a rir. A Isabel virou a bandeira de luta contra o "diabo vermelho".
Alguns de nós tinham Latim e outros Alemão. No início do 12º ano, a professora Aurora resolveu testar os nossos conhecimentos de Latim. Nisto pergunta: “Clara, quantas declinações há no latim?”, depois de um momento de esforço de memória ela responde “várias”, e arranca uma profunda gargalhada de todos nós, que no que toca a rir, nunca nos fazíamos de rogados.
Uma das minhas histórias preferidas, é a da aula de português! Comentávamos nós a poesia do nosso grande Camões, ao que a professora inquiriu: “Olga, quais são os sentimentos do poeta neste poema? Fruto de uma profunda reflexão, a Olga responde num explendoroso alcochetano “os sentimentos do poeta neste poema, são de uma gande testeza”. Bem… só visto!
A professora Alice, de português, resolveu levar-nos a Lisboa, para percorrer os paços das personagens dos Maias. Infelizmente, depois de várias tentativas não entramos no ramalhete. Naqueles tempos, a ponte Vasco da Gama era uma miragem, pela que a volta se deu pela 25 de Abril. A Anabela, que vinha sentada no lado que dá para Belém, quando passamos por cima do ramalhete grita: “Olha o ramalhete” e nós todos saltamos dos nossos lugares e encavalitamo-nos todos naquele lado. Nisto o autocarro guina, o condutor o Sr. Francisco grita: “não se ponham todos num lado do autocarro, a direcção é hidráulica…” e nós zumba, todos para o outro lado… depois de uma repreensão continuamos a rir… ai Ramalhete.
Já nem conto as histórias dos feitiços, nem das nossas greves, a criação da Sinagoga Nacional do Império de Alá, o Ranheve 3 em 1, Trabalhos de Francês, etc…
Olhem… se me equivoquei em alguma história corrijam-me gente. Foi muito bom ter-vos como companheiros de turma. Agora é óptimo ter-vos como amigos, são quase todos uns pagãos de primeira, mas seres humanos excelentes! Obrigado por aqueles 3 anos magníficos.
Escola D. Manuel I de Alcochete. Foto Câmara Municipal de Alcochete: http://http://www.cm-alcochete.pt/motor/includes/ver_imagem.asp?imagem=/motor/imagens/destaques/conteudo_62.jpg&desc=Escola D. Manuel I

terça-feira, 29 de maio de 2007

A Margem Sul e o Ministro

Ora, o nosso Ministro das obras públicas meteu-se com a Margem Sul. Coitado, acredito que se soubesse o que sabe hoje, nunca o teria feito.
Mas diz o ministro que afinal “não foi isso que disse”, referindo que não chamou deserto á Margem Sul. Hum…

Defende-se o ministro:
«As pessoas quando não têm argumentos deturpam a realidade. Estávamos a discutir as localizações do aeroporto. Sei muito bem que Almada, Montijo, Setúbal têm gente… Estava a referir-me a Rio Frio, Poceirão e Faias, localizações alternativas do novo aeroporto na Margem Sul que, são «vagamente povoadas».
Toda a gente percebeu o que eu quis dizer. O deserto era a zona de implantação do aeroporto, não me estava a referir ao Norte do Alentejo na sua generalidade».

Agência Lusa a 23 de Maio de 2007

As palavras do Ministro encaixam bem naquilo a que eu chamo «caracterização do bom português», que são aqueles que têm de falar de TUDO, opinar sobre QUALQUER assunto mesmo que não saiba NADA daquilo de que se fala.
Mas este nosso Ministro estudou o quê, para saber tanto da Margem Sul?
Segundo a Página Web do Governo, o Engenheiro Mário Lino é Licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico (1965) e
Mestre em Hidrologia e Gestão dos Recursos Hídricos pela Universidade do Estado do Colorado (USA) (1972).
E agora percebo está explicado! O senhor Ministro está marcado pelas paisagens nevadas do Colorado, assim que qualquer extenção de terra sem um monte de neve ou sem um prédio lhe pareça um deserto. É claro que as zonas que o senhor Ministro se refere não povoadas, como Lisboa ou outros centros urbanos, até porque as ditas regiões, que fazem parte dos concelhos de Alcochete, Montijo e Palmela, são em grande parte abrangidas por reservas agrícolas, onde se cultivam muitas dos produtos que se come e bebe em Lisboa!

Mas até onde chega o (des)conhecimento do Ministro destas regiões?
Viajemos e verifiquemos:


Canha é uma freguesia do concelho do Montijo, com 207,73 km² de área e 1 907 habitantes (2001).
Canha teve foral dado por D. Afonso Henriques em 1172. Existe também o foral de 1235, dado por D. Sancho II, e o foral-novo, de D. Manuel I, concedido em 10 de Fevereiro de 1516. Foi vila e sede de concelho entre 1172 e 1836, sendo então integrado no município de
Montemor-o-Novo. Recuperou a categoria de concelho durante um curto período em 1838, sendo então integrado definitivamente no actual município.


Santo Isidro de Pegões é uma freguesia do concelho do Montijo
, com 55,33 km² de área e 1 454 habitantes (2001).
A sede da freguesia localiza-se em Pegões Velhos. As terras de Pegões foram povoadas em meados do século XX por casais vindos de outras parte do país, através do maior projecto de colonização interna realizado no território de Portugal continental.
A vinha foi uma das culturas desenvolvidas pelos colonos agrícolas. A Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, constituída em 1958, está na origem dos vinhos de Pegões, os quais têm sido premiados tanto a nível nacional como internacional.

Pegões – Cruzamento é uma freguesia do concelho do Montijo, com 28,09 de área e 2 104 habitantes (2001).
O território hoje pertencente à Freguesia de Pegões, foi desanexado da actual Freguesia de Canha, sede de concelho, até ao ano de 1838, e fez parte, desde 1186, dos domínios da Ordem de Santiago.
Pegões foi desde tempos remotos, local de passagem de viajantes e mercadorias entre Lisboa e o Alentejo, e mesmo Espanha, através do Montijo.
Por aqui passava a via romana, aproveitada, em parte, para a construção, na Idade Média, da que viria a ser conhecida por Estrada Real, que ligava Aldeia Galega a Vendas Novas.
Através da Estrada Real, atravessando Pegões-Cruzamento, passava a chamada mala-posta, primeiro serviço regular de transporte de passageiros e carga, para além de correio, entre Montijo e Badajoz, instituído em 1533, que se manteve em funcionamento até à inauguração da linha férrea de Leste (entre Barreiro e a fronteira espanhola, passando por Vendas Novas), verificada em 1863.
A partir dessa data, instalado que foi o apeadeiro de Pegões-Gare, a Freguesia de Pegões assume, progressivamente, um papel relevante no escoamento de produtos agrícolas e no transporte de passageiros, entre Lisboa e o Alentejo.


Poceirão é uma freguesia do concelho de Palmela, com 147,07 km² de área e 4 304 habitantes (2001). O Poceirão e a Marateca, sendo zonas rurais, são por isso consequentemente menos povoadas, não chegando a possuir 15% da população do Concelho. Tal fenómeno deve-se em parte a ocuparem uma posição central da Península de Setúbal, entre três das mais importantes áreas protegidas nacionais – o Parque Natural da Arrábida (PNA), a Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES) e a Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET) –, os dois estuários e a serra, abrangendo zonas do PNA e da RNES, localização que não permite em grande medida, o crescimento populacional ao nível de outras zonas do país.


Rio Frio é a denominação de uma propriedade que em 1892 atingia 6000 hectares de vinha, que se estendiam desde Pinhal Novo até Poceirão. José Maria dos Santos era então dono de toda esta área e foi ele quem converteu uma charneca sem nenhuma cultura específica na que era considerada, para a altura, a maior vinha do mundo. Em 1904, conseguiu-se uma cultura de 16.500.000 litros de vinho, empregando-se três mil trabalhadores.
José Maria dos Santos mandou plantar naquela zona a que era na altura considerada como a maior vinha do Mundo. Mas não era só o vinho; também a cortiça e os cavalos faziam parte das actividades que ligam este local a outro tempo.
António Santos Jorge mandou construir o
Palacete de Rio Frio em 1909, em terreno herdado do tio José Maria dos Santos, um dos maiores latifundiários do final do século XIX e início do século XX.
Hoje este palacete está dirigido ao Turismo Rural, os hóspedes têm fácil acesso a Lisboa, através dos barcos do Montijo que fazem a travessia em apenas 30 minutos, ou através da nova ponte Vasco da Gama.

Chegados a este ponto, fica-me a duvida: será que a ignorância do senhor ministro se deve ao seu desconhecimento do Poceirão, Faias (Pegões) e Rio Frio ou é por não saber o que é um deserto!?
Bem, como este texto, mutatis mutantis, lhe foi enviado através do portal oficial do governo, fico á espera das suas respostas.

Para rematar: sorte é não ser professor, senão também já estava na rua!

Palácio de Rio Frio... isto será o oásis do deserto do Ministro. http://www.portugalweb.net/palmela/freguesias/pinhalnovo/palacriofrio2.jpg

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O pintainho...

Estas atitudes machistas...

http://www.rebelvirals.com/13875298.html

Mas a menina também já estava a irritar né! Mas não está certo o que o gajo fez, vingar-se no pobre do bisalho*!

*Bisalho Subs. Mas., filho menor de galo e galinha. Nomenclatura usada na região Autónoma da Madeira para designar "pintainho".

sábado, 26 de maio de 2007

Aniversário Prelado de Setúbal

Hoje (27 de Maio) dia de Pentecostes, é também dia do aniversário do Bispo de Setúbal, Sua Excelência Reverendissima D. Gilberto Reis... Para as respectivas felicitações visitar o portal: www.diocese-setubal.pt.
É dia de dar graças pelo Bispo que Deus colocou na sua Igreja que está em Setúbal.
Parabéns D. Gilberto, que Deus o proteja e guie.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Graduação...

Acabou á pouco! Está fresquinho!
Eram quase 17h em Espanha, quando nós começamos a descer para o Oratório da Faculdade de Direito da Universidade de Navarra.
Algumas caras conhecidas, outras nem tanto, e outras que nunca tinha visto.
As 17h a Missa, presidida por um padre tailandes.
Acabada a Eucaristia, fomos lentamente em amena cavaqueira para o Edificio Central. Chegaram as 18h e os convidados e alunos entraram na Aula Magna da Universidade. Depois tomaram os lugares os alunos do Bridge Year, seguidamente os alunos do Bachelor of Arts e por último os de Master of Arts.
E lá foram ditas as palavras da praxe, depois o representante de alunos também discursou e por último a Directora do Instituto de Artes.
E ai... os alunos (uma mistura entre espanhois, americanos do norte e do sul, tailandeses, e 1 portugues) recebemos os nossos Diplomas e a Beca.
E já está... o beberete encerrou a sessão.

Uma cerimonia muito interessante...

As "insignias": o Diploma e a Beca.

Mais uma etapa na vida de um estudante... as próximas serão na vida de Semina, mais importantes e mais exigentes...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Provérbios Reconvertidos Para Nova Ordem Social

Os provérbios tradicionais já não são o que eram ...



Quem ri por último ... é de compreensão lenta !!!


Os últimos são sempre... desclassificados !!!


Quem o feio ama... tem que ir ao oculista !!!


Deitar cedo e cedo erguer... dá muito sono !!!


Filho de peixe... é tão feio como o pai !!!


Quem não arrisca ... não se lixa !!!


O pior cego ... é o que não quer cão nem bengala !!!


Quem dá aos pobres ... fica mais teso !!!


Há males que vêm ... e ficam !!!


Gato escaldado ... geralmente está morto !!!


Mais vale tarde ... que muito mais tarde !!!


Cada macaco ... com a sua macaca !!!


Águas passadas ... já passaram !!!


Depois da tempestade ... vem a gripe !!!


Vale mais um pássaro na mão ... que uma cagadela na cabeça !!!

Quando não tiveres estacionamento... faz como no Porto!