Estimados amigos!
Já sei que que a esta altura, os meus amigos pagãos, reivindicam uns "post's"! Em vossa homenagem, uma compilação das piores anedotas da história, que por acaso me mandou um historiador! tem graça!
Aqui vão! São mesmo deprimentes, preparem-se!
5...4...3...2...1...0
- Dois litros de leite atravessaram a rua e foram atropelados.
Um morreu, o outro não, porquê?
Por que um deles era Longa Vida. (aaaaiiiii, tristeza!)
- Porque é que o elefante não pega fogo ?
Porque ele já é cinza. (sem comentários)
- O que é que a galinha foi fazer na igreja ?
Assistir à Missa do Galo. (estou estúpido de facto)
- Como é que as enzimas se reproduzem ?
Fica uma enzima da outra.... (valha-me são Cucufate)
- O Batman pegou no seu bat-sapato social e no seu bat-blazer.
Onde ele foi ?
A um Bat-zado. (ddaaaaaaaaaaahh)
- Como é que o o Batman faz para que abram a bat-caverna ?
Ele bat-palma. (tirem-me daqui!!)
- Como se faz uma omelete de chocolate ?
Com ovos de Páscoa ! (e com o coelho? coelho com amendoas?)
- Por que é que na Argentina as Vacas vivem a olhar para o céu ?
Porque tem "Boi nos Ares" ! ( esta ganha a todas!)
- Para que servem óculos verdes ?
Para verde perto! (ai santo Deus)
- Para que servem óculos vermelhos ?
Para vermelhor! (Ggrrrrrrrrrrrr)
- Por que a mulher do Hulk se divorciou dele?
Porque ela queria um homem mais maduro! (pois... humm, humm)
- Já conheces a piada do fotógrafo ?
Ainda não foi revelada. (bem... estou... maravilhado)
- Como se diz top-less em chinês ?
Xem-chu-tian. (iiiiiixxxxxxxxxxxx)
- Sabes qual a diferença entre uma lagoa e uma padaria ?
Na lagoa há sapinho, e na padaria "assa pão". (nãããããããão!!!)
- O que é que um cromossoma diz para o outro ?
Cromossomos bonitos ! (estou!brigada de homidios?)
sábado, 19 de maio de 2007
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Jesus nas ruas...
Estas maravilhas das novas tecnologias, fazem-nos dar a volta ao mundo, qui ça, em bem menos de 80 dias. Julio Verne acharia isto uma gozada como se diz aqui em Espanha.
Tela pertencente á igreja de Vale de Figueira.
A todos aqueles empenhados na Nova Evangelização, vejam estes dois videos, vale bem a pena:
God in the Streets of New York City
Youth 2000 New York
Na casa onde estou a residir, tenho um companheiro norte-americano. Fartamo-nos de rir, quando ele diz que as loucuras mais incriveis, só acontecem nos Estados Unidos.
Gostava eu que esta "loucura" fosse importada.
Para todos aqueles cuja fé, é elemento determinante na sua vida, estes videos são uma óptima lição de vida. Não basta fecharmo-nos no nosso casulo. Ha que ir à luta e mostrar este rosto visivel de Jesus.
Mas... acreditamos mesmo que Jesus, está presente na Eucaristia? Em Mim? No irmão?
Se assim fosse, de certo que me emprenhava mais na construção da paz á nossa volta.
Mas... acreditamos mesmo que Jesus, está presente na Eucaristia? Em Mim? No irmão?
Se assim fosse, de certo que me emprenhava mais na construção da paz á nossa volta.
A paz, nasce de um coração generoso. Até onde vai a minha generosidade?
Gostava eu que esta "loucura" fosse importada, para mostrar a todos o rosto visivel de Jesus presente em mim, em ti e na Sagrada Hóstia.
Paz e bem, como dizia o nosso S. Francisco de Assis
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Santa Maria da Atalaia
Aquela que me viu nascer e crescer...
Oração a Nossa Senhora da Atalaia
Senhora da Atalaia:
Ao Céu elevada,
Por seres mãe e discípula santa e imaculada
De Jesus Filho de Deus,
Que em ti se fez homem, para nos salvar.
Senhora da Atalaia:
Refúgio dos que a ti recorrem
Porque, no alto da cruz das grandes dores
Jesus fez de ti a nossa mãe.
Senhora da Atalaia:
Resplendor da luz e da beleza de Cristo
Que, em cada dia,
Vem nos iluminar com a Palavra divina
E para nos dar o Pão Vivo, na Eucaristia.
Senhora da Atalaia:
Guarda no amor do teu Filho a Diocese de Setúbal:
Bispo, Clero, Religiosos, Famílias e Jovens,
Seminário e todos os que sofrem.
Senhora da Atalaia:
Ajuda-nos a acolher Jesus, vivo e presente na Igreja:
Guia o mundo para a paz justa
E ensina-nos a glorificar, contigo,
A Santíssima Trindade Pai, Filho e Espírito Santo. Amem.
+Gilberto. Bispo de Setúbal
Santuário de N.ª Sr.ª da Atalaia 2006
Registo de Nossa Senhora da Atalaia
Oração a Nossa Senhora da Atalaia
Senhora da Atalaia:
Ao Céu elevada,
Por seres mãe e discípula santa e imaculada
De Jesus Filho de Deus,
Que em ti se fez homem, para nos salvar.
Senhora da Atalaia:
Refúgio dos que a ti recorrem
Porque, no alto da cruz das grandes dores
Jesus fez de ti a nossa mãe.
Senhora da Atalaia:
Resplendor da luz e da beleza de Cristo
Que, em cada dia,
Vem nos iluminar com a Palavra divina
E para nos dar o Pão Vivo, na Eucaristia.
Senhora da Atalaia:
Guarda no amor do teu Filho a Diocese de Setúbal:
Bispo, Clero, Religiosos, Famílias e Jovens,
Seminário e todos os que sofrem.
Senhora da Atalaia:
Ajuda-nos a acolher Jesus, vivo e presente na Igreja:
Guia o mundo para a paz justa
E ensina-nos a glorificar, contigo,
A Santíssima Trindade Pai, Filho e Espírito Santo. Amem.
+Gilberto. Bispo de Setúbal
Santuário de N.ª Sr.ª da Atalaia 2006
Registo de Nossa Senhora da Atalaia
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Diocese de Setubal: Nova página Web
Hoje... o "post" é jornalistico!
O Pe Marco Luis, secretário do Senhor Bispo, a algum tempo que me tinha dito que se andava a trabalhar na construção da nova página Web da Diocese. Hoje recebi um e-mail em que se dava a boa noticia, que abaixo transcrevo. Atenção á alteração de morada, que na página ainda em vigor é: www.ecclesia.pt/setubal, no texto do Pe Marco vem a nova morada.
Caros Amigos:
A partir do dia 20 de Maio às 00h00, Domingo da Ascensão - Dia Mundial das Comunicações Sociais - estará disponivel a nova página da Diocese de Setúbal, www.diocese-setubal.pt , que seja para maior glória de Deus.
Com um Abraço em Cristo:
Pe. Marco Luis
A partir do dia 20 de Maio às 00h00, Domingo da Ascensão - Dia Mundial das Comunicações Sociais - estará disponivel a nova página da Diocese de Setúbal, www.diocese-setubal.pt , que seja para maior glória de Deus.
Com um Abraço em Cristo:
Pe. Marco Luis

terça-feira, 15 de maio de 2007
J.J. Sousa Araújo: pintor de Nossa Senhora
Não podia nestes primeiros “post’s”, deixar de falar do meu amigo e mestre, o pintor/arquitecto João Sousa Araújo. É um homem extraordinário, que aprendi primeiro a admirar como artista e depois, depois o privilégio de o conhecer como homem e por fim a graça de o estimar como amigo.
Estamos no mês de Maria e como foi o próprio papa Paulo VI que o apelidou de “pintor de Maria”, nada mais próprio que lhe dedicar umas letritas neste mês.
O texto que se segue é um curtíssimo excerto da minha tese de licenciatura, que aguarda ventos de financiamento para ser editada, mas sem pressas.
A Obra Religiosa de J. J. Sousa Araújo
A obra de João de Sousa Araújo é um contínuo compromisso com o Mistério Divino, e por isso um excelente “espelho” da figura Deus revelado. Gosta de pintar uma ideia de contemplação, como se aquela “visão” acontecesse naquele mesmo instante e o espectador fosse por isso participante desse mesmo acontecimento.
Nas pinturas de Maria espelha a ternura, a piedade e a pureza transcendente da Mãe de Deus. Pinta vezes sem conta os temas marianos dos mistérios gozosos e da aparição da “Senhora mais brilhante que o sol”. Uma pintura em que o rosto da virgem, não é mais que um terno convite à contemplação da vida de seu Filho.
A obra do artista, radica na luz do Mistério, em “algo que vem de dentro para fora, vem do modelo e espelha-se nas aproximações de cada tonalidade”[1].
O belo deve levar a uma ascensão para Deus, daí que a beleza de uma obra de arte deva ser a síntese do bem e da verdade, tem necessariamente de ser algo que integra e unifica[2]. Refere o nosso autor: “se a obra leva a uma atitude de oração e meditação, então é arte religiosa”[3].
O que Sousa Araújo mais gosta de pintar, são os temas da sagrada escritura. Refere que gosta de procurar a harmonia da sua visão da cena do episódio, com os dados contidos no texto, e nunca inventá-los. Diz ele que “se procuramos nos dados uma harmonia, seguindo o texto, então damos espaço para a acção dos Espírito Santo”[4].
A obra do pintor é o melhor testemunho das suas palavras, e da sua vida. Ela é sinal da fé que o anima, de tocar algures na orla do Infinito e do amor pela família humana. Há uma entrega pessoal e total a cada quadro, que por isso mesmo tem de ser faseada porque é esgotante. Há uma combustão que não se pode deitar fora, tem de se ir trabalhando, amando, até encontrar a harmonia, depois abandona-se a obra, “ a mais atractiva é a fase da cruz”[5].
Estamos no mês de Maria e como foi o próprio papa Paulo VI que o apelidou de “pintor de Maria”, nada mais próprio que lhe dedicar umas letritas neste mês.
O texto que se segue é um curtíssimo excerto da minha tese de licenciatura, que aguarda ventos de financiamento para ser editada, mas sem pressas.
A Obra Religiosa de J. J. Sousa Araújo
A obra de João de Sousa Araújo é um contínuo compromisso com o Mistério Divino, e por isso um excelente “espelho” da figura Deus revelado. Gosta de pintar uma ideia de contemplação, como se aquela “visão” acontecesse naquele mesmo instante e o espectador fosse por isso participante desse mesmo acontecimento.
Nas pinturas de Maria espelha a ternura, a piedade e a pureza transcendente da Mãe de Deus. Pinta vezes sem conta os temas marianos dos mistérios gozosos e da aparição da “Senhora mais brilhante que o sol”. Uma pintura em que o rosto da virgem, não é mais que um terno convite à contemplação da vida de seu Filho.
A obra do artista, radica na luz do Mistério, em “algo que vem de dentro para fora, vem do modelo e espelha-se nas aproximações de cada tonalidade”[1].
O belo deve levar a uma ascensão para Deus, daí que a beleza de uma obra de arte deva ser a síntese do bem e da verdade, tem necessariamente de ser algo que integra e unifica[2]. Refere o nosso autor: “se a obra leva a uma atitude de oração e meditação, então é arte religiosa”[3].
O que Sousa Araújo mais gosta de pintar, são os temas da sagrada escritura. Refere que gosta de procurar a harmonia da sua visão da cena do episódio, com os dados contidos no texto, e nunca inventá-los. Diz ele que “se procuramos nos dados uma harmonia, seguindo o texto, então damos espaço para a acção dos Espírito Santo”[4].
A obra do pintor é o melhor testemunho das suas palavras, e da sua vida. Ela é sinal da fé que o anima, de tocar algures na orla do Infinito e do amor pela família humana. Há uma entrega pessoal e total a cada quadro, que por isso mesmo tem de ser faseada porque é esgotante. Há uma combustão que não se pode deitar fora, tem de se ir trabalhando, amando, até encontrar a harmonia, depois abandona-se a obra, “ a mais atractiva é a fase da cruz”[5].
Foto: Casih.05 Biografia
João José de Sousa Araújo nasceu no dia 12 de Novembro de 1929, filho do Mestre Gravador Renato Penha e Cantos de Sousa Araújo e de Maria Manuela Gramunha Vasquez de Sousa Araújo.
Estudou na Escola de Arte Aplicada António Arroio, e licenciou-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (E.S.B.A.L.) em Arquitectura, Pintura e Escultura, com a classificação final de 20 valores. Leccionou durante três anos nessa Escola várias matérias das suas especialidades e recebeu o prémio Roque Gameiro. Também se dedicou à Gravura, modalidade pela qual em 1954 recebeu a 1ª medalha da Sociedade Nacional de Belas Artes. Dedicou-se ainda à Cerâmica e ao Vitral.
Ainda estudante de arquitectura, Sousa Araújo foi trabalhar para o Banco de Portugal na qualidade de gravador, modalidade que lhe proporcionou um estágio na Áustria. São da sua autoria as maquetas iniciais de treze notas portuguesas. A descrição pormenorizada destes trabalhos, encontra-se numa obra do Banco de Portugal intitulada O Papel Moeda em Portugal.
Em 1951 realiza uma exposição na Sociedade de Belas Artes.
No ano de 1954 concebeu a Capela de Santa Maria Goretti, na igreja da Encarnação em Lisboa, um projecto onde se integra pintura e escultura.
Expõe em 1965, na cidade de Roma, um retrato de Paulo VI que foi largamente apreciado.
Até 1967 desenvolve vários projectos para a Basílica e Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Desenha os vitrais da nave central (num total de 140 m2). Realiza várias telas entre as quais o painel do Altar-Mor.
Entre 1968 e 1997, elabora para a Catedral de Nampula, Moçambique, os vitrais, o políptico da Capela do Santíssimo “Pacem in Terris”, e o políptico do Altar-Mor “Aparições de Fátima”, entre outros projectos de arquitectura para aquela Diocese.
Em 1972 foi um dos retratistas seleccionados para a exposição Paul Louis Weiller, organizada pela Academia de Belas Artes, sendo em 1976 escolhido como escultor. Já em 1975 expõe individualmente na Sala Magna do Palácio da Cultura do Rio de Janeiro.
No ano de 1976, inaugura uma exposição na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé. Nesta exposição foi seleccionado um quadro, de grandes dimensões, representando Cristo na Cruz para a colecção do Papa.
Em 1977 expõe no Palácio Anchieta e na Igreja da Consolação, em S. Paulo, Brasil. Em 1978 expõe na Propac e em 1979 no Palácio dos Congressos y Exposiciones, em Madrid.
A pedido do Embaixador da Ordem de Malta, pinta o quadro de São João Baptista, que se encontra na igreja da ordem em Lisboa desde 1980.
Em 1985, uma das suas pinturas a óleo intitulada “Cavalo Branco” foi oficialmente integrada na colecção do príncipe herdeiro do Japão.
Tem cerca de 400 retratos pintados a óleo, entre os quais Paulo VI, em 1968 (que se encontra no Pontifício Colégio Português em Roma) e o do Rei Humberto de Itália.
Como arquitecto tem projectado numerosas obras no continente e ilhas, como moradias, blocos residenciais, igrejas, pavilhões de caça, estabelecimentos hoteleiros. Em muitas destas obras são da sua autoria a arquitectura e a decoração.

Foto: Seminário de São Paulo
Notas
[1] HENRIQUES, Casimiro – A pintura de João José de Sousa Araújo. Texto policopiado, Lisboa, 2005, p.23.
[2] Cf. FONTINHA, A. – Pintores de hoje. L’osservatore Romano. 482 (1979) 5.
[3] HENRIQUES, Casimiro – A pintura de João José de Sousa Araújo. Texto policopiado, Lisboa, 2005, p.23.
[4] HENRIQUES, Casimiro. Idem, p.23.
[5] HENRIQUES, Casimiro. Idem, p.24.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
O Poder da Imagem
Já alguém dizia que “uma imagem vale mais que mil palavras” e quem pode desmentir?
Estava eu sossegadito na minha vida de estudante, quando num momento de descanso, dou uma vista de olhos pela televisão e eis que me deparo com uma cena do filme Cora Unashamed (2000), dirigido por Deborah M. Pratt.
O filme tem por protagonista Cora (Regina Taylor), uma criada negra da família Studevant, que por desgraça perde a sua filha, fruto de um “amor impossível”. Cora, sofrendo pela morte da filha, deposita todo o amor na pequena Jessie Studevant (Molly Graham), que encontra na “sua ama” o amor que lhe é negado pelos pais.
E a cena que me impressionou, vem nesta sequência.
Após a morte da sua amiga, a pequena Jessie vai até ao duplo baloiço onde costumavam brincar e senta-se no seu, mas sentindo a falta da sua companheira levanta-se do seu baloiço, vai até ao da sua amiga empurra-o e solta um beijo ao vento.
Dizia eu, que uma imagem vale mais que mil palavras e esta imagem, vale mais que mil discursos sobre “o que é a morte?”.
Uma das questões que nos colocam vezes sem conta, aos presentes e aos futuros sacerdotes, é precisamente as questões ligadas à morte.
É bonito ver como uma criança (5 anos) entende a morte da sua amiga. Ela não está ali, mas esta em toda a parte, corre no vento. Pode não estar ali, mas empurra o baloiço porque sabe que está presente de outra forma. Não está ali, mas não está ausente. De outra forma bem diferente, enfrenta Cora a morte da filha, primeiro revolta-se contra Deus e por fim encontra na pequena Jessie um escape para superar a sua falta.
A morte é uma experiência dolorosa e inclusive traumatizante. Por aqueles que amamos choramos. Contudo o que importa, é que as lágrimas que derramamos sejam por amor daqueles que se apartam de nós e não por nós mesmos.
Da mesma forma na película City of Angels (1998) dirigido por Brad Silberling, o anjo Seth (Nicolas Cage) diz que nem que fosse só por tocar em Maggie Rice (Meg Ryan) uma única vez, valeria a pena perder a condição angelical para se tornar homem.
Acho que tanto o personagem da pequena Jessie como o de Seth, ensinam-nos que a morte é uma condição natural do homem e não um fim em si mesma. Como percebe Jessie, é apenas esta passagem para uma “vida no Vento[1]”.
Quem dera que no meio das lágrimas, alegrarmo-nos do amor que demos àqueles que partem e dizer: “eu fiz-te e tu fizeste-me feliz”.
Acho que foi isto que a pequena Jessie disse, quando empurrou aquele baloiço e soltou aquele beijo.
O mesmo deve ter pensado Seth quando mergulha feliz nas águas do mar.
E para não estragar o poder da imagem, por aqui me fico!
Estava eu sossegadito na minha vida de estudante, quando num momento de descanso, dou uma vista de olhos pela televisão e eis que me deparo com uma cena do filme Cora Unashamed (2000), dirigido por Deborah M. Pratt.
O filme tem por protagonista Cora (Regina Taylor), uma criada negra da família Studevant, que por desgraça perde a sua filha, fruto de um “amor impossível”. Cora, sofrendo pela morte da filha, deposita todo o amor na pequena Jessie Studevant (Molly Graham), que encontra na “sua ama” o amor que lhe é negado pelos pais.
E a cena que me impressionou, vem nesta sequência.
Após a morte da sua amiga, a pequena Jessie vai até ao duplo baloiço onde costumavam brincar e senta-se no seu, mas sentindo a falta da sua companheira levanta-se do seu baloiço, vai até ao da sua amiga empurra-o e solta um beijo ao vento.
Dizia eu, que uma imagem vale mais que mil palavras e esta imagem, vale mais que mil discursos sobre “o que é a morte?”.
Uma das questões que nos colocam vezes sem conta, aos presentes e aos futuros sacerdotes, é precisamente as questões ligadas à morte.
É bonito ver como uma criança (5 anos) entende a morte da sua amiga. Ela não está ali, mas esta em toda a parte, corre no vento. Pode não estar ali, mas empurra o baloiço porque sabe que está presente de outra forma. Não está ali, mas não está ausente. De outra forma bem diferente, enfrenta Cora a morte da filha, primeiro revolta-se contra Deus e por fim encontra na pequena Jessie um escape para superar a sua falta.
A morte é uma experiência dolorosa e inclusive traumatizante. Por aqueles que amamos choramos. Contudo o que importa, é que as lágrimas que derramamos sejam por amor daqueles que se apartam de nós e não por nós mesmos.
Da mesma forma na película City of Angels (1998) dirigido por Brad Silberling, o anjo Seth (Nicolas Cage) diz que nem que fosse só por tocar em Maggie Rice (Meg Ryan) uma única vez, valeria a pena perder a condição angelical para se tornar homem.
Acho que tanto o personagem da pequena Jessie como o de Seth, ensinam-nos que a morte é uma condição natural do homem e não um fim em si mesma. Como percebe Jessie, é apenas esta passagem para uma “vida no Vento[1]”.
Quem dera que no meio das lágrimas, alegrarmo-nos do amor que demos àqueles que partem e dizer: “eu fiz-te e tu fizeste-me feliz”.
Acho que foi isto que a pequena Jessie disse, quando empurrou aquele baloiço e soltou aquele beijo.
O mesmo deve ter pensado Seth quando mergulha feliz nas águas do mar.
E para não estragar o poder da imagem, por aqui me fico!

[1] Vento em linguagem teologica é um símbolo do Espírito Santo. A propósito pode-se ler a obra: “O Vento Sopra Onde Quer” do Pe Luís Rocha e Melo. http://www.fundacao-ais.pt/produto.php?id=20
domingo, 13 de maio de 2007
Maria...
Estimados amigos.
Hoje dia de Nossa Senhora de Fátima, é dia de colocarmos os olhos naquela que foi Mãe de Deus. Tentemos hoje perceber um pouco mais da sua vida, para que amanhã possamos ser um pouco melhores.
O texto é já conhecido de alguns...fica para todos os outros.Lol.

Foto: Casih 05
Maria de Nazaré – Mãe de Jesus
Evangelhos
Maria de Nazaré é citada dezanove vezes no Novo Testamento. Contudo o seu papel é discreto, mas isso não lhe retira importância ou diminui o seu valor. Os dados estritamente biográficos derivados dos Evangelhos dizem-nos que era uma donzela virgem (em grego παρθένος - parthenos), quando concebeu Jesus, o Filho de Deus (Lc 1,27).
Sobre a virgindade de Maria, os cristãos (católicos, ortodoxos e protestantes) crêem que Maria deu à luz virgem. A Igreja Católica (Latina e Ortodoxa) considera que Maria ficou perpetuamente virgem, na linha da profecia de Isaías 7,14.
O Evangelho de João menciona que Jesus, antes de morrer, entrega sua mãe, a data já viúva, aos cuidados do apóstolo João (Jo 19,26-27). A Igreja Católica vê nele a representação de toda a humanidade, e a própria Igreja, filha da Nova Eva.
Tradição
Segundo a tradição católica, Maria nasceu a 8 de Setembro, num sábado, data em que a Igreja festeja a sua Natividade[1]. Segundo a tradição que remonta ao séc. II, ela mesma pertencia tal como José à casa de David[2], seu pai seria São Joaquim, descendente de David, e sua mãe seria Santa Ana, da descendência do Sacerdote Aarão.
De acordo com o costume judaico aos três anos, Maria foi apresentada no Templo (Jerusalém), segundo a mesma tradição deverá ai ter permanecido até os doze anos, ao serviço do Senhor. Com a morte do pai, foi para Nazaré, onde São José morava. Três anos depois realizar-se-iam os esponsais, pois havia um tempo até a esposa ser introduzida na casa do esposo (Mt 1,19).
Não há registros históricos do momento da “morte de Maria”. Desde os primeiros séculos, usou-se a expressão dormição, do lat. dormitáre, em vez de “morte”, que terá ocorrido segundo a tradição por volta do ano 42 d.C.
A Igreja acredita que Maria não morreu, mas foi levada aos Céus[3], por isso o magistério da Igreja Católica, definiu dogma da Assunção aos Céus, que define como verdade de fé, esta elevação de Maria em corpo e alma ao Céu.
Dogmas Marianos[4]
Maternidade Divina – Este dogma proclamado pelo Concílio de Éfeso em 431 (sendo Papa São Clementino I (422-432)), define Maria como sendo a “Mãe de Deus” (em grego feotokoS Theotokos).
Virgindade Perpetua de Maria – Maria permaneceu virgem no momento da concepção do Verbo, porque foi feita Madre de Deus por obra do Espírito Santo, sem intervenção de varão. O Dogma foi proclamado no IV Concilio de Latrão, em 1215.
Imaculada Conceição – Maria foi redimida desde a sua Conceição. O Papa Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, a 8 de Dezembro de 1854, proclamou o dogma da Imaculada Conceição.
Assunção aos Céus – Refere-se à elevação de Maria em corpo e alma ao Céu. Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII em 1 de Novembro de 1950, na encíclica Munificentissimus Deus.
Notas
[1] São João Damasceno, Homilia sobre a Natividade de Maria, 6 PG 96;
[2] Conforme Inácio de Antioquia, Santo Irineu, São Justino, Tertuliano. Esta indicação é dada também pelos evangelhos apócrifos Evangelho do nascimento de Maria e o Protoevangelion
[3] IGREJA CATÓLICA. Papa, 1958-1963 (João XXIII) – Diário Íntimo. Lisboa: Livraria Morais Editora, 1964, p. 356; BOVER, José Maria – La Asuncion de Maria. Madrid: BAC, 1951, p. 17; GARCÍA PAREDES, José Cristo-Rey – Mariología. Madrid: BAC, 1995, p. 277.
[4] As igrejas ortodoxas na sua maioria aceitam estes mesmos dogmas. Algumas das confissões protestantes não os aceitam, e outras mostram-se reticentes sobre o tema.rejas ortodoxas na sua maioria aceitam estes mesmos dogmas. Algumas das confissões protestantes não os aceitam, e outras mostram-se reticentes sobre o tema.
Hoje dia de Nossa Senhora de Fátima, é dia de colocarmos os olhos naquela que foi Mãe de Deus. Tentemos hoje perceber um pouco mais da sua vida, para que amanhã possamos ser um pouco melhores.
O texto é já conhecido de alguns...fica para todos os outros.Lol.
Foto: Casih 05
Maria de Nazaré – Mãe de Jesus
Evangelhos
Maria de Nazaré é citada dezanove vezes no Novo Testamento. Contudo o seu papel é discreto, mas isso não lhe retira importância ou diminui o seu valor. Os dados estritamente biográficos derivados dos Evangelhos dizem-nos que era uma donzela virgem (em grego παρθένος - parthenos), quando concebeu Jesus, o Filho de Deus (Lc 1,27).
Sobre a virgindade de Maria, os cristãos (católicos, ortodoxos e protestantes) crêem que Maria deu à luz virgem. A Igreja Católica (Latina e Ortodoxa) considera que Maria ficou perpetuamente virgem, na linha da profecia de Isaías 7,14.
O Evangelho de João menciona que Jesus, antes de morrer, entrega sua mãe, a data já viúva, aos cuidados do apóstolo João (Jo 19,26-27). A Igreja Católica vê nele a representação de toda a humanidade, e a própria Igreja, filha da Nova Eva.
Tradição
Segundo a tradição católica, Maria nasceu a 8 de Setembro, num sábado, data em que a Igreja festeja a sua Natividade[1]. Segundo a tradição que remonta ao séc. II, ela mesma pertencia tal como José à casa de David[2], seu pai seria São Joaquim, descendente de David, e sua mãe seria Santa Ana, da descendência do Sacerdote Aarão.
De acordo com o costume judaico aos três anos, Maria foi apresentada no Templo (Jerusalém), segundo a mesma tradição deverá ai ter permanecido até os doze anos, ao serviço do Senhor. Com a morte do pai, foi para Nazaré, onde São José morava. Três anos depois realizar-se-iam os esponsais, pois havia um tempo até a esposa ser introduzida na casa do esposo (Mt 1,19).
Não há registros históricos do momento da “morte de Maria”. Desde os primeiros séculos, usou-se a expressão dormição, do lat. dormitáre, em vez de “morte”, que terá ocorrido segundo a tradição por volta do ano 42 d.C.
A Igreja acredita que Maria não morreu, mas foi levada aos Céus[3], por isso o magistério da Igreja Católica, definiu dogma da Assunção aos Céus, que define como verdade de fé, esta elevação de Maria em corpo e alma ao Céu.
Dogmas Marianos[4]
Maternidade Divina – Este dogma proclamado pelo Concílio de Éfeso em 431 (sendo Papa São Clementino I (422-432)), define Maria como sendo a “Mãe de Deus” (em grego feotokoS Theotokos).
Virgindade Perpetua de Maria – Maria permaneceu virgem no momento da concepção do Verbo, porque foi feita Madre de Deus por obra do Espírito Santo, sem intervenção de varão. O Dogma foi proclamado no IV Concilio de Latrão, em 1215.
Imaculada Conceição – Maria foi redimida desde a sua Conceição. O Papa Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, a 8 de Dezembro de 1854, proclamou o dogma da Imaculada Conceição.
Assunção aos Céus – Refere-se à elevação de Maria em corpo e alma ao Céu. Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII em 1 de Novembro de 1950, na encíclica Munificentissimus Deus.
Notas
[1] São João Damasceno, Homilia sobre a Natividade de Maria, 6 PG 96;
[2] Conforme Inácio de Antioquia, Santo Irineu, São Justino, Tertuliano. Esta indicação é dada também pelos evangelhos apócrifos Evangelho do nascimento de Maria e o Protoevangelion
[3] IGREJA CATÓLICA. Papa, 1958-1963 (João XXIII) – Diário Íntimo. Lisboa: Livraria Morais Editora, 1964, p. 356; BOVER, José Maria – La Asuncion de Maria. Madrid: BAC, 1951, p. 17; GARCÍA PAREDES, José Cristo-Rey – Mariología. Madrid: BAC, 1995, p. 277.
[4] As igrejas ortodoxas na sua maioria aceitam estes mesmos dogmas. Algumas das confissões protestantes não os aceitam, e outras mostram-se reticentes sobre o tema.rejas ortodoxas na sua maioria aceitam estes mesmos dogmas. Algumas das confissões protestantes não os aceitam, e outras mostram-se reticentes sobre o tema.
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